
Itaú Cultural
Recitando poesia
Noite de autógrafos - Livraria Cultura
Shopping Bourbon - Nov/2009 - São Paulo
Lançamento do livro - Projeto Delicatta - IV
Itaú Cultural e Livraria Cultura - Nov/2009 - São Paulo

Itaú Cultural
Recitando poesia
Noite de autógrafos - Livraria Cultura
Shopping Bourbon - Nov/2009 - São Paulo
Lançamento do livro - Projeto Delicatta - IV
Itaú Cultural e Livraria Cultura - Nov/2009 - São Paulo

Sangue quente corria em meu corpo,
Sob a luz pessoas dançavam numa loucura frenética.
Sentado olhava tudo a minha volta,
Barulho, vozes,
Sorrisos escrotos,
Olhares marotos,
Mãos trêmulas pedindo perdão,
Corpos suados,
Bocas molhadas
Por desejo e paixão.
Algo acontecia e
Ninguém parava no lugar.
Que vontade imensa de pular,
Beijar e agarrar
Um coração perdido,
Mas quando vi, você já havia partido......

Estou aqui
Sempre esperando
O sol chegar.
Berrante na mão
Vontade no peito
Saudade que dá.
Sair por aí
Voltar a sorrir
E correr na manhã.
Chapéu na cabeça
Viola no saco
E uma roupa qualquer.
Cavalo montado
Banho tomado
Mulher na garupa.
Comida esquentada
Canil preparado
Uma rede a levar.
Escolher um caminho
Diferente de todos
Prá não se amoldar.
A relva molhada
Silêncio na estrada
Um capricho a ganhar.
Passarinho voando
Sapo coaxando
Sorriso estampado.
Vento no rosto
Nariz escorrendo
Um lugar prá acampar.
Fogueira na mata
Cigarro de palha
E viola a cantar.
Sapato preto de bico fino,
Salto alto,
Traduz respeito e muita elegância.
Bolsa com detalhe de tom albino,
Passo largo, que não é de arrogância.
Meia escura,
Saia justa e bem cortada,
E leve abertura lateral,
Na cintura, um pouco fechada,
Um colorido casual.
Luva preta,
Vestido com manga três quartos,
Detalhe drapeado no decote,
E um cordão lembrando esparto.
Cabelo longo,
Prá se admirar no espelho,
Olho pintado e repousante,
Do tipo verso ressonante,
E na boca, um lindo baton vermelho...
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É o tempo que falta para encontrar você,
É o tempo que resta para sobreviver,
É o tempo que sobra para me divertir,
É o tempo que se perdeu e não volta mais,
É o tempo passado do futuro sonhado,
É o tempo imaginado para ser feliz.
É o tempo que a chuva leva para inundar,
É o tempo que o sol leva para secar.
É o tempo que a água molha o seu corpo,
É o tempo que levo prá te enxugar.
É o tempo que tenho para entender o mundo,
É a faca afiada demarcando o caminho,
É o sangue escorrendo e um sono profundo.
É a noite fria escondendo os pecados,
É o beijo trocado pelos namorados,
É o passo apressado prá fugir do bandido,
É a luz que protege e abraça um amigo.
É o sonho dourado que foi abortado,
É o tempo que gasto prá ficar acordado,
É a noite estrelada dentro do quarto,
É o minuto roubado da coisa querida,
É o sorriso chorado da bala perdida.
É o tempo certo que me faz imaginar,
É o prazer dileto de poder guardar,
Os cinco minutos de José de Alencar....
"Para o triunfo do mal só é preciso que os bons homens não façam nada."
Edmund Burke
Edmund Burke (12 de janeiro de 1729 - 9 de julho de 1797) era um estadista, um escritor, um autor, um orador e um filósofo político, que serviu por muitos anos em terras comuns britânicas como um membro do partido Whig. É recordado principalmente pela sustentação das colônias americanas no esforço de encontro ao rei George III, durante a revolução francesa. Filho de pai protestante e mãe católica, Edmund Burke estudou em Dublin e depois em Londres, viajando a seguir pela Inglaterra e pela França. Em 1757, fez imprimir a obra Inquérito filosófico sobre as origens de nossos conceitos do sublime e do belo, teoria estética que despertou a atenção de Diderot, Kant e Lessing.

Tarde de autógrafos
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Dia 21 de novembro/2009 na Livraria Cultura no Shopping Bourbon em São Paulo, teremos a tarde de autógrafos comemorando o Lançamento do livro de prosa e poesia - Antologia Delicatta IV. O pré-lançamento e o evento de premiação serão no Itaú Cultural, no dia anterior, ou seja, 20/11/2009, Instituto de peso no cenário Nacional e Internacional que contribui para a valorização da cultura, o incentivo e a difusão de manifestações artístico-intelectuais.

Queria ter coragem prá desabafar,
E dizer tudo o que penso,
Mas se o fizer serei punido,
Toleramos o sofrimento, mas não podemos dar um rugido.
Não se ousa ouvir o real, apenas o suportável,
Sim, somente o que nos é agradável.
Ninguém pode a minha boca calar,
Afinal, existe o consenso?
Liberdade é poder sorrir e saber andar pela vida,
Correr, lutar, sorrir e chorar.
Tudo faz parte, até a máscara que se veste todo o dia,
Prá fingir altivez como uma águia no espaço,
Pronta para atacar sua presa e decepar seu pescoço,
E depois, voltar a sorrir, sentar-se à mesa e cuspir o caroço.
No xadrez sou a mais modesta das pedras,
No entanto, vivo a proteger meu Rei,
Mas na cidade onde construo prédios importantes,
Ninguém se lembra de mim,
E costumo ir embora tão logo a obra tenha fim,
Porém, existe um lugar onde sempre sou chamado
Para domar o touro bravo no sertão.
Sim, sou pau prá toda obra,
Andarilho de duro coração,
Eu sou peão.

Método da cabeça humana - Salvador Dalí
Já repararam que tudo se esquece neste país? Esquecemos datas de aniversário de pessoas queridas, de esposa, marido, filhos e de fatos históricos da humanidade.
Não sabemos se as pessoas já nascem sem memória ou se sofrem algum tipo de lavagem cerebral na infância ou, se papai e mamãe é que são os verdadeiros culpados por essa anomalia.
Na escola, lá bem no começo de tudo, somos obrigados a lembrar de datas importantes para os padrões da sociedade. Querem ver? Alguém sabe quando D. Pedro I chegou ao Brasil? Em que ano se deu a revolução francesa? Quando foi que o homem pisou na lua? Alguém se lembra em que data a segunda guerra mundial terminou?
Sim, todas essas datas e outras tantas que fazem parte do universo da infância de meninos e meninas, tão ávidos de curiosidade, nem tanto pelas datas, mas pelo fascínio do acontecimento, acabam sendo banalizadas.
Somos e creio que seremos eternamente um povo sem memória. Não cultivamos laços afetivos com fatos ou acontecimentos do passado, pois achamos que isso é coisa de velho. Preferimos ridicularizar aqueles que vão às igrejas e a cemitérios rezar ou pedir pelos que já foram e achamos graça de tudo isso.
Para se ter uma idéia da gravidade do tema, outro dia uma onda gigantesca, a tal tsunami, arrasou as costas de mais de dez países asiáticos no final do ano passado, matando mais de 300.000 mil pessoas. Alguém se lembra disso?
E aquele avião que caiu em São Paulo, perto do Aeroporto matando todos os passageiros queimados? Alguém se lembra disso?
E o Papa João Paulo II, quando veio ao Brasil pela primeira vez? Alguém se lembra disso?
E por falar nisso, quando foi que o Ayrton Senna morreu mesmo?! Alguém se lembra disso?
Sabemos que existem notícias alegres e outras tristes, mas aqui para nós, deste lado do mundo, isso não importa muito....
Se formos perguntar ao cidadão que está no botequim bebendo a sagrada cachaça, com certeza ele saberá escalar o time do seu coração de 1958, inclusive dando o placar da final do campeonato.
Se avançarmos um pouco mais e ouvirmos a conversa entre duas senhoras de meia idade da periferia de qualquer cidade grande, saberemos tudo a respeito da novela das oito.
Ou estamos todos nós errados, ou os fatos é que não deveriam ter acontecido, afinal, para quê ficarmos lembrando essas coisas sem importância?
Melhor mesmo é saber o final da novela, das brigas do vizinho ou de alguém que teve a luz cortada por falta de pagamento, isso sim, deve ser muito importante....

Eu queria falar dos anjos,
Sim, deles mesmo!
Daqueles que habitam nossos sonhos
E trazem harmonia.
Daqueles que chamamos de arcanjo,
Mesmo que estejamos olhando a esmo,
Ou freqüentando pensamentos medonhos,
Que mexem com o corpo e nos arrepiam.
Eles existem eu sei,
Basta olhar ao redor e sentir sua presença
No balançar de uma folha ou no sorriso da criança,
E de forma intensa captar sua vibração,
Ou escorregar e cair na escuridão.
Mas eles no anonimato é que dão as cartas,
Contando-nos mentiras embalsamadas,
Ou verdades disfarçadas.
Destinando as coisas certas e erradas,
A todos nós, sem distinção.
Na dimensão em que existem,
Não podemos ouvir suas palavras,
Nem sentir o calor do seu corpo,
Mas que corpo?
São invisíveis e só se manifestam quando nossa ira supera a razão.
Não se misturam com os outros,
São nossos eternamente nossos.
Guiando-nos pela vida,
Com olhar cego e curando os destroços.
Ela canta muito e seu show é imperdível - Eu com Silvia Machete
Teatro Rival - Jul/2009

ATENÇÃO: O EVENTO FOI ADIADO PARA 20/21 DE NOVEMBRO-2009
EM FUNÇÃO DA GRIPE
Tarde de autógrafos
Dia 06 de setembro/2009 na Livraria Cultura no Shopping Bourbon
em São Paulo, teremos a tarde de autógrafos comemorando o Lançamento do livro de prosa e poesia - Antologia Delicatta IV.
O pré-lançamento e o evento de premiação serão no Itaú Cultural, Instituto de peso no cenário Nacional e Internacional que contribui para a valorização da cultura, o incentivo e a difusão de manifestações artístico-intelectuais.
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