Lucélio Garcia


02 de Julho


Antologia Delicatta - IV

                                 

                                        Tarde de autógrafos


Dia 06 de setembro/2009 na Livraria Cultura no Shopping Bourbon
em  São Paulo,  teremos  a tarde de  autógrafos  comemorando o Lançamento do livro de prosa e poesia - Antologia Delicatta IV.
O pré-lançamento e o evento de premiação será no
Itaú Cultural,
Instituto  de  peso no  cenário Nacional e Internacional que contribui para  a valorização  da  cultura,  o  incentivo  e a difusão de manifestações artístico-intelectuais.

 

  

 

 

                                           Livraria Cultura

Escrito por Lucélio Garcia às 19h04
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23 de Junho


Silvia Machete no Teatro Rival - 2009

 

                                                    Ela canta demais

Escrito por Lucélio Garcia às 21h27
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21 de Junho


Em algum lugar

 

 

Onde você estiver.

Seja em que lugar for,

Estarei gritando o seu nome por amor,

Que está gravado nas entranhas.

Se existir outro alguém no meu lugar,

Sei que você estará pensando em mim.

Meu peito sofre e explode uma dor sem fim,

Que não se cala e não se abala,

Mas como é bom sofrer assim!

Por que terminou?

Dizem que é o carma,

Outros acham que de tanto amor,

O amor findou prá não se acabar,

E se eternizar no céu, no sol e no mar. 

Escrito por Lucélio Garcia às 19h24
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01 de Junho


Preto e Branco

 

                                        Preto e Branco  

 

De madrugada percebi o tom da música,

Que tocava sem parar.

Aquela gente que entrava e saia,

Num lugar escuro e cheio de fumaça,

Pessoas dançando sem pudor,

Vozes cortadas por juras de amor,

Quanta lassidão, tanto amor sem pudor.

Dados jogados sobre a mesa,

Uma voz rouca cantando no fundo do salão.

Beijos perdidos e jogados ao chão,

Casacos pretos em demasia,

Davam ao lugar um tom de nostalgia.

Olhares perdidos e encantados,

Roupas brancas em desalinho,

Rostos pintados, olhos pedindo atenção,

Lábios sujando o colarinho.

E a música que não parava de tocar,

Luzes brancas enfeitando o lugar,

Becos sem saída,

Todos se dirigiam ao lugar,

Como num passe de mágica.

E a chuva que caía, enfeitava ainda mais o entorno perfumado.

Jamais esquecerei aquele som de magia,

Êxtase e fantasia.

Como é bom flutuar...

Por favor, não me deixem sair,

Vou guardar este lugar no meu coração,

Quero morrer de ilusão...

Escrito por Lucélio Garcia às 08h08
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11 de Maio


Manequim

 

 

Quando todos chegam já estou aqui parada,

E quando saem, fico no mesmo lugar,

Esperando um olhar de bondade prá não chorar.

Mas não posso chorar, não tenho lágrimas,

Tampouco sei sorrir, ai de mim...

Um coração no peito queria ter,

Prá me emocionar quando a luz se apagar.

Não tenho como fugir, nem posso me mover.

No silêncio da madrugada,

Meu olhar é distante, não tenho semblante,

A estação muda e logo sou vestida de novo.

Com roupa curta ou manga longa,

Que alegria me vem nessa hora,

Quando me pegam e jogam meus braços pro alto,

Fico feliz esperando que meu corpo enfim, tome forma.

Mas que nada, é tudo tão rápido e nem consigo virar o pescoço,

Que pena, tinha tanta coisa prá dizer...

Olhos me devorando, risos saídos de bocas perfeitas,

Pessoas me pegando, me comparando com suas silhuetas,

E eu aqui parada, mas sabendo de tudo,

Saboreando os abraços e beijos dados,

Adultos contando o dinheiro trocado,

Crianças brincando ao redor numa correria sem fim,

Que pena, tinha tanta coisa prá dizer...

Tanta alegria nesse espaço pequeno, enfim,

Tampouco sei sorrir, ai de mim.......

Escrito por Lucélio Garcia às 09h55
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21 de Abril


Microcosmos

 

                                         Editora Guemanisse

 

Antologia - Contos e Poesias    (Lançamento em Abril/2009)  - "Poça d'água"

       A resultante da atividade do artista nunca é igual à realidade tal como a conhecemos, pois se trata de uma interpretação estética, interpretação esta que condensa, sintetiza traços, propiciando muitas vezes uma estupenda impressão de realidade. Com apenas alguns elementos característicos ao modelo, o público é capaz de identificar a fonte com presteza. O artista é um criador/ cria tão perfeitamente/ que chega a dar impressão que é realidade/ a realidade que deveras sente. Eis um "micro" que alude a um "macro": duas linhas - aqui - ou quatro versos, no original, que evocam a obra de um dos maiores poetas da língua portuguesa.

       Criar em um espaço restrito - uma folha em branco, ou às vezes apenas em três linhas - um universo inteiro, um sistema bem ordenado, coeso e reconhecível, onde nada falte, tampouco é tarefa fácil; o macro deve aparecer resumido no micro. É por esta razão que a escolha de cada palavra é primordial. Então, neste caso pingo deve funcionar não somente como letra, mas como um abecedário inteiro. Neste sentido, o trabalho do escritor se assemelha ao do ourives, na sua capacidade artesanal enquanto criador, capaz de criar as mais belas jóias com a sua experiência, delicaleza e precisão.

       Sendo que o desejo mais íntimo de todo artista é o de criar a jóia rara, aquela que lhe sobreviverá por séculos e séculos, esperamos que você, leitor, possa encontrá-la no meio do caminho desta coletânea de minicontos e haicais.

Eliana Machado

Escrito por Lucélio Garcia às 14h43
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18 de Abril


Monteiro Lobato

 

Monteiro Lobato - um gênio

 

                                  Monteiro Lobato: o precursor da literatura infantil no Brasil

 

Contista, ensaísta e tradutor, este grande nome da literatura brasileira nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, no ano de 1882. Formado em Direito, atuou como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada pelo avô.  Diante de um novo estilo de vida, Lobato passou a publicar seus primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente, reuniu uma série deles em Urupês, obra prima deste famoso escritor.

Suas personagens mais conhecidas são: Emília, uma boneca de pano com sentimento e idéias independentes; Pedrinho, personagem que o autor se identifica quando criança; Visconde de Sabugosa, a sabia espiga de milho que tem atitudes de adulto, Cuca, vilã que aterroriza a todos do sítio, Saci Pererê e outras personagens que fazem parte da inesquecível obra: O Sítio do Pica-Pau Amarelo, que até hoje encanta muitas crianças e adultos. 

Escreveu ainda outras incríveis obras infantis, como: A Menina do Nariz Arrebitado, O Saci, Fábulas do Marquês de Rabicó, Aventuras do Príncipe, Noivado de Narizinho, O Pó de Pirlimpimpim, Reinações de Narizinho, As Caçadas de Pedrinho, Emília no País da Gramática, Memórias da Emília, O Poço do Visconde, O Pica-Pau Amarelo e A Chave do Tamanho. 

 

Literatura Infantil 

1920 - A menina do narizinho arrebitado - 1921 - Fábulas de Narizinho - 1921 - Narizinho arrebitado - 1921 - O Saci - 1922 - O marquês de Rabicó
1922 - Fábulas - 1924 - A caçada da onça - 1924 - Jeca Tatuzinho - 1924 - O noivado de Narizinho - 1927 - As aventuras de Hans Staden 
1928 - Aventuras do príncipe - 1928 - O Gato Félix - 1928 - A cara de coruja - 1929 - O irmão de Pinóquio - 1929 - O
circo de escavalinho 
1930 - Peter Pan - 1930 - A pena de papagaio - 1931 - Reinações de Narizinho - 1931 - O pó de pirlimpimpim - 1932 - Viagem ao céu 
1933 - Caçadas de Pedrinho - 1933 - Novas reinações de Narizinho - 1933 - História do mundo para as crianças 
1934 - Emília no país da gramática - 1935 - Aritmética da Emília - 1935 - Geografia de Dona Benta - 1935 - História das invenções 
1936 - Dom Quixote das crianças - 1936 - Memórias da Emília - 1937 - Serões de Dona Benta - 1937 - O poço do Visconde 
1937 - Histórias de Tia Nastácia - 1938 - O museu da Emília - 1939 - O Picapau Amarelo  1939 - O minotauro - 1941 - A reforma da natureza 
1942 - A chave do tamanho - 1944 - Os doze trabalhos de Hércules - 1947 - Histórias diversas 

Outras obras - temática adulta

O Saci Pererê: resultado de um inquérito (1918) - Urupês (1918) - Problema vital (1918) - Cidades mortas (1919) 
Idéias de Jeca Tatu (1919) - Negrinha (1920) - A onda verde (1921) - O macaco que se fez homem (1923) 
Mundo da lua (1923) - Contos escolhidos (1923) - O garimpeiro do Rio das Garças (1924) - O choque (1926) 
Mr. Slang e o Brasil (1927) - Ferro (1931) - América (1932) - Na antevéspera (1933) - Contos leves (1935) 
O escândalo do petróleo (1936) - Contos pesados (1940) - O espanto das gentes (1941) 
Urupês, outros contos e coisas (1943) -  barca de Gleyre (1944) - Zé Brasil (1947) - Prefácios e entrevistas (1947) 
Literatura do minarete (1948) - Conferências, artigos e crônicas (1948) - Cartas escolhidas (1948) 
Críticas e Outras notas (1948) - Cartas de amor (1948) 

Escrito por Lucélio Garcia às 19h34
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04 de Abril


Uma história infantil que vai emocionar você

 

                                   O Ganso Voador

 

Editora: Corifeu (www.corifeu.com.br)

Preço Normal: R$ 14,00

 

Tel: (21) 3416-1358 

 

Escrito por Lucélio Garcia às 14h55
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Um sonho pode mudar a sua vida?

 

                                                 Compre o livro

 

Editora: biblioteca24x7.com.br

Preço Normal: R$ 32,60

Preço Virtual: R$ 9,77

Tel: (11) 3259-4224

Escrito por Lucélio Garcia às 14h52
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Um caminho de pedra

                                            

                                         

                                           Um caminho de pedra

 

Outro dia fui visitar um velho caminho de pedra

 Onde a carroça passava todos os dias,

Carregando pedaços de cana e fazendo barulho    de coisa rasgada.

Quanto tempo se passou desde a última vez que a vi...

Naquele barranco ficava escondido, mas com a alma lavada,

Esperando você que vinha atrás da carroça com pés de fada,

Pegando tudo que caía ao chão.

E quando os pássaros voavam, sabia que meu amor estava chegando,

Beijava os pedaços do chão onde você poderia pisar,

E mais tarde fixava os olhos para ver onde seus passos fincavam,

Na esperança vã de um olhar seu perdido no meio da mata.

Quanto tempo se passou desde a última vez que a vi...

Lembro que coloquei duas rosas, no caminho.

A de cor branca você pegou, cheirou e enfeitou seus cabelos,

A de cor amarela ficou para trás sem ser notada,

Hoje aqui estou novamente, no mesmo caminho de pedra,

Mas com você ao meu lado e a roseira amarela toda florada.

 

Escrito por Lucélio Garcia às 14h35
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07 de Março


A verdade é mentira?

         

  

 

A verdade é mentira?

 

                    Diversas vezes na vida somos obrigados a intervir em conflitos ou em situações de nosso interesse ou dos amigos em comum, com palavras, com atos, com olhares e até mesmo decidindo ou emitindo opiniões segundo a nossa consciência. Verdade ou mentira?

                Verdade! É exatamente o que fazemos e quando isso ocorre desagradamos de forma consciente ou não, ao amigo, o chefe no trabalho, o filho, a própria mãe e um número imenso de pessoas ou instituições.

                Mentira! Não devemos opinar mesmo que as pessoas assim o queiram. É notório o desinteresse do ser humano quando uma opinião não lhe é favorável. Seja em qualquer assunto. Pode ser num simples jogo de futebol, na escolha de uma roupa, na observação a respeito do círculo de amizades.

                Mas o que fazer se toda vez que queremos uma opinião verdadeira, chamamos o portador de verdades? Sim, aquele que todos nós conhecemos, está sempre a espreita e pronto para emitir pareceres de acordo com sua formação educacional. Quando menos esperamos, lá está o sujeito com teorias e convicções frias como um cadáver....

                Se por um lado tudo o que podemos enxergar, respirar, ouvir e tocar pode ser uma verdade, do ponto de vista do outro alguns detalhes podem não ser totalmente perceptíveis aos olhos de quem vê com emoção...

                A verdade pode chocar, fazer sorrir e chorar ao mesmo tempo.

                A mentira também pode chocar, fazer sorrir e chorar ao mesmo tempo, porém,  também será verdadeira.

                       Podemos dizer que se a linha reta é a menor distância entre dois pontos, esta é uma                  expressão verdadeira por ser lógica, entretanto, a verdade lógica pode ser verdadeira ou não...

                 Para Nietzsche,

                “a verdade é um ponto de vista.”   (Friedrich Wilhelm Nietzsche,  influente filósofo alemão do século XIX).

                Já Saint-Exupéry, dizia...

             “A verdade não é, de modo algum, aquilo que se demonstra, mas aquilo que se simplifica”.  (Antoine de Saint Exupéry, escritor /aviador francês).

               A verdade de um pode não ser a verdade do outro, por isso verdade não é realidade, mas sim como o ser humano vê o mundo ou enxerga as coisas a sua volta. Esta é inteiramente subjetiva, enquanto a científica, lida somente com fatos científicos e métodos de qualificação ou, verdades dirigidas e catalogadas.

                Segundo Einstein,

               “Difícil dizer o que é verdade, mas às vezes é fácil identificar a mentira.” (Albert Einstein, físico alemão).

Escrito por Lucélio Garcia às 22h06
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02 de Janeiro


As velhas do amor de ontem

            - Olha doutô, meu nome é Severino Silva e prá falar a verdade, estou muito envergonhado com essa historia toda.
            - Mas por que senhor? Conte a verdade dos fatos. Quero que me conte tudo.
            - Tá bom doutô, vou falar.
            - O doutô tá vendo que sou um véio de setenta e poucos anos. Sou do nordeste e trabaiei na lavoura e com cana de açúcar por muitos anos. Por isso eu tenho esses braços fortes. Minha pele morena já tá mais que curtida de tanto sol que tomei no lombo. Meu olhar é firme porque lá no nordeste quase não tinha água prá beber e por isso nós tinha que beber água só uma vez por dia. Por isso sou forte até hoje. Já montei em lombo de burro, jumento, vaca e até de boi e por causa disso tenho as pernas tortas. Meus dentes são firmes como rocha no sol do meio-dia. Cansei de baixar a moral do boi só mordendo as orelhas do bicho.
            - Seu Severino, me fale logo o que houve!
            - Tá bom doutô. Depois que larguei o nordeste e vim pro sul, comecei a trabaiá, como carregador, e depois de muicho tempo consegui um lugar num posto de gasolina e tô lá até hoje fazendo bico, porque véio como eu, não adianta ficar em casa vendo a vida passar.

 

            - Continue seu Severino, estou anotando tudo.
            - Eu sempre arreparava que vinha sempre no posto um carro todo preto e duas véia dentro dele. Parecia que tinham muicho dinheiro. Tavam sempre bem vestidas. Aquilo me deixava sempre encalifado porque elas iam sempre lá e me olhavam bastante. O doutô sabe como é, sou véio mas tenho a carcaça forte e eu pensava que as véia tinha algum trabaio melhor prá me arrumar. Teve um dia que elas foram lá no posto e me deram um cartão com um endereço. Cheguei a preguntá o que era aquilo e elas disseram:
            - O senhor pode me procurar neste endereço amanhã na parte da tarde. É uma boa oportunidade que estou oferecendo e o senhor vai gostar.
            - Doutô, o véio aqui achou que tava todo cagado. Já tava fazendo as contas de quanto ia ganhar por semana. As véia tinha dinheiro.
            - Mas como tudo começou seu Severino?
            - Aí doutô, no dia seguinte eu fui na casa das véia. É um casarão danado de grande, com piscina, jardim, uma cachoeira bonita e uma churrasqueira que só ela é maior que a minha moradia. Quando entrei na casa, as duas véia tavam bem vestida e me fizeram um agrado.

 Me deram uma bebida e disseram que todo mundo que entrava lá elas tratavam daquele jeito. Eu notei que a sala da casa é muicho grande. Só tava um pouco escura. Tinha também muita cortina, um tapetão danado de grande. Acho que a sala das véia dava prá morá prá mais de dez pessoas juntas. Logo depois que tomei a bebida me deu uma tonteira braba e deitei no sofá. Tava com a cabeça zonza e vi que em vez das duas véias, tinha prá mais de cinco véia do meu lado. A véia que eu conheço, a do carro preto é chamada de Dona Zelia pelas outras e a sua amiga de Maria Solteira. Elas preguntaram se eu tava bem e disse que só tava um pouco zonzo e com o rosto fumegando. A dona Zélia que também é uma véia como eu, encostou a cara na minha e falou:
            - Seu Severino, hoje vai ter festa aqui e o senhor é nosso convidado principal.
            - Logo depois que ela falou aquilo, a véia tirou a roupa e veio passando a mão em mim. Aí percebi logo o que queriam. Elas tavam querendo safadeza da grossa comigo. Disseram que tinham me dado o tal de diamante azul.
            - O que houve depois seu Severino?
            - Ah, comecei a ficar com uma secura na boca, um vermelhão na cara e meu pinto subiu que nem pipa em dia de ventania lá no nordeste. A outra véia levantou o vestido e começou a tirar minha calça. Eu confesso que fiquei todo 
alvoroçado. Essa véia que mexeu em mim parece um cão chupando manga e tem os cabelos pintados de azul. A dona Zélia tava com a boca toda pintada e as orelhas cheia de brinco. Depois que eu tava peladinho, ela pegou no meu saco e perguntou assim:
            - Você quer ser meu hoje?
            - Respondi que não sabia e pedi prá ela tirá a mão do meu saco. Tava doendo muicho. Uma outra véia que tava lá, apareceu com um chicote na mão e disse que queria me dar uma chicotada no lombo. Eu falei prá ela que cabra do nordeste nunca tinha apanhado de muié" e não deixei ela bater em mim. A dona Zélia falou que ela estava brincando comigo e tudo aquilo era um tal de fetiche doutô. Não sei o que é isso. O doutô sabe?
            - Sim seu Severino. Fetiche é algo que imaginamos, uma espécie de fantasia erótica que passa por nossa cabeça.
            - Uma outra véia bem magrinha que tava só de calcinha, deitou na minha frente, mas com a bunda pro alto. Tadinha, ela é canhão e ainda por cima, com uma bunda toda enrugada e cheia de pelanca. Eu vi que quando ela tava de quatro, tinha uma coisa balançando lá na frente. Chegava até a encostá no chão de tão grande. Era os peito dela doutô. A mais quieta de todas não tirava a mão do meu pinto, mas meu saco doía muicho. Também notei que uma delas trouxe um aparelho 
de barbear e um pincel prá fazer a barba, mas não entendi nada porque eu sou véio mas tô sempre de barba pronta. Ela falou prá mim:
            - Calma seu Severino. Vou raspar seu pinto. As meninas querem te chupar, mas só se seu pinto estiver bem limpinho, sem nenhum cabelo.
            - Doutô, eu fiquei morrendo de medo e achei que elas mangavam de mim. quando ela pegou no meu pinto e começou a puxar as peles do saco, uma delas falou rindo prá outra:
            - Nossa, isso já foi um pênis? Com tantas peles e veias em volta, parece que vai estourar a qualquer momento. Parece com aquele cachorro chinês cheio de pele em volta.
            - Fiquei mais chateado quando a Maria Solteira disse que eu parecia com o Papai Noel.
            - Vejam só meninas, o pau do velho está cheio de cabelos brancos, que bonitinho....
            - A mais assanhada delas, pegou um pote com creme cheiroso, passou na xoxota e montou em cima de mim. Depois de se mexer um pouco, falou gritando:
            - Ai meu Deus, me tirem daqui. Esse velho está acabando comigo!
            - As outras véia tiraram ela de cima de mim e quando ela abriu as pernas pra se levantar, a tampa do pote com o tal creme cheiroso, saiu de dentro da xoxota da veia e caiu no chão.

            - E o que o senhor fez depois seu Severino?
            - Olha doutô, eu tava sentado e me puseram de pé. Uma delas falou assim:
            - Ponham esse velho em pé, vou dar uma lição de moral nele agora!
            - Me puseram de pé e a mais safada delas se arriou dizendo que aquilo era tudo o que ela queria.
            - Agora seu velho, suas pernas vão tremer. Quero esse pinto nas minhas entranhas.
            - Depois que ela se arriou de joelhos, começou a tossir sem parar, até que deu um espirro muito forte, deixando meu pinto cheio de catarro. Acho que ela tinha pegado um resfriado doutô, tava muito frio lá e o ar condicionado estava ligado. Pior foi para levantar. Ela não conseguia mais desdobrar as pernas. Mas eu fiquei aperreado mesmo foi quando uma delas colocou um cinturão amarrado na cintura e ligou um aparelho que tinha um barulho estranho e mandou eu abrir as pernas.
            - Mas o que era aquilo seu Severino?
            - Ah doutô, era um bilao de borracha e ela queria enfiar aquilo no meu ânus. Eu disse que se fizessem aquilo com um cabra macho como eu e na minha idade, ia sentar o braço em todas e aí elas se aquietaram

            - Mas por que o senhor não se levantou e não foi embora seu Severino?
            - E eu podia doutô? Estava tonto com a bebida e elas não me largavam. Só notei que de repente a luz se apagou e a mais nova, que disseram ter sessenta e cinco anos, começou a me arrudiar várias vezes, até que caiu no chão toda espichada. A dona Zélia se levantou e falou bem alto prá todas.
            - Esse homem é meu. Quero esse velho em cima de mim e morrer de prazer em suas mãos.
            - Por sorte a outra se intrometeu na frente e falou que eu não dava mais prazer a ninguém, por que era um velho inútil. Tanto as véia falavam e me alisavam que meu pirú novamente cresceu, mas é verdade também que eu tava com vontade de ir ao banheiro fazer xixi doutô. Por fim, a mesma que sentou em cima de mim, abriu as pernas novamente e sentou em cima de mim e começou a se mexer novamente, até que deu um suspiro e falou:
            - Nossa, estou toda encharcada. Gozei tanto que parece que emagreci três quilos com esse lindo objeto de prazer!
            - Fale mais seu Severino. Estou anotando tudo.
            - Antes dela se levantar, a véia começou a se queixar novamente de dor e Maria Solteira que 
estava bem do lado, soltou um grito de pavor.
            - Vejam só isso, esse velho devasso sangrou a Irene. Coitada dela, o chão está cheio de sangue.
            - O senhor não tem vergonha na cara, seu velho tarado? Veja como ficou a Irene! Ela está toda ensangüentada.
            - Eu falei prá ela que não tinha feito nada, e que meu bilao entortou quando ela sentou em cima. A véia não parava de sangrar e foi ai que uma delas resolveu ligar prá polícia prá me prender. Só depois é que me falaram que a véia tarada, tinha uma verruga grande do lado da xinim e que de tanto ficar se mexendo, a verruga estourou e ela achou que tava delirando de prazer.
            - Seu Severino, eu não vou prendê-lo, O senhor foi seduzido por cinco velhas e não teve culpa alguma, mas sabe por que a Dona Zélia deu em cima do senhor?
            - Ih doutô, agora o senhor me pegou. Por que foi?
            - Ela disse aqui que sempre quando ia botar gasolina no carro, via um grande volume nas suas partes de baixo, e imaginou que o senhor era bem dotado.
            - Foi isso mesmo?
            - Então doutô diga prá ela que sempre trabaiei com uma chave de rodas na cintura. A bomba de gasolina do posto tá descalibrada e o chefe sempre me pediu para nunca deixar de 
andar com ela grudada no meu corpo. Mas olha doutô, agora eu só quero tomar novamente o tal do diamante azul. Pode não fazer nada, mas que dá uma vontade de lascar, isso dá...

 

Escrito por Lucélio Garcia às 19h22
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24 de Novembro


Providência Divina

 

 

 

Providência Divina

 

     Atualmente vivemos num tempo em que, por um lado, as pessoas pensam que o acaso governa, ou, por outro, defendem uma espécie de fatalismo. Com certeza, esta não é uma verdade absoluta, uma vez que os escritos apontam para outra linha de pensamento. A Bíblia afirma o controle soberano de Deus sobre todas as coisas através de sua Providência. Estudar a doutrina da Providência espírita nos mostra o quanto Deus é pessoal e está diretamente envolvido em tudo o que acontece neste mundo.

     O homem através dos tempos, sempre teve muitas crenças interessantes sobre o curso que o mundo segue. Alguns acreditavam que o Deísmo havia criado o mundo e a partir disso não atuaria mais nele. Entendiam que Deus havia cumprido sua missão e teria ido embora como uma nuvem afastada com a força dos ventos. Acreditavam que Deus teria estabelecido regras fixas para todas as coisas.

     Por outro lado, pode-se dizer que a grande maioria dos seres acredita no fator sorte, e no acaso, ou no destino. É como se o mundo e o destino de todos os homens estivesse nas mãos de alguma força impessoal, do acaso, e do fator econômico e incompreensível.

     Tudo o que acontece nesse mundo, acontece sob o olhar e o comando eficaz de Deus e nada foge ao seu controle, mas por outro lado, tudo o que o homem faz, é porque sua vontade deseja. A Providência Divina zela por todos, em quaisquer condições, encarnados ou desencarnados, evoluídos ou não...diz Sales, 1999.

     Não se pode imaginar que o destino é cego e guia nossas vidas na temporalidade da nossa existência corpórea. As pessoas confundem a doutrina da soberania de Deus com o fatalismo. A religião islâmica assume uma espécie de fatalismo. O muçulmano quando se depara com um acontecimento imprevisto costuma dizer “maktub”, que significa “está escrito”. O fatalismo diz: “o que tiver que ser será”. Nosso Deus tem sentimentos e propósitos, ele fala, ouve e age e nos auxilia através de seus agentes. Não dizemos: “o que tiver que ser será”, dizemos: o propósito de nosso Deus, sua vontade boa, agradável e perfeita sempre prevalecerá.

     Deus é soberano e o acaso não existe. “Alguns dizem que a sorte trouxe fortuna para uns e desgraça para outros”. O mundo não está nas mãos de uma força impessoal, o mundo está nas mãos de Deus que criou o mundo, que trabalha e nos sustenta. Deus opera de forma imediata em tudo o que acontece governando a todos nós de maneira igual e ninguém tem sorte de estar vivo, pois se está vivo, é pela providência de Deus. Às vezes o não de Deus é providencial e nem sempre o que queremos é o melhor para nós, pois a resposta divina sempre chega, embora de uma maneira geral não exatamente como se quer.

 



[i]  (Sales, Portal do Espiritismo - Palestra Virtual, 1999) 

Escrito por Lucélio Garcia às 23h39
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17 de Outubro


O mar

 

O mar

 

Quanto mistério ele pode esconder,

Em suas profundezas...

A imensidão de suas águas guarda segredos inimagináveis,

Coisas de amor e de paixão,

Fatos do passado que ficaram escondidos,

Beijos, abraços e amores bandidos.

Desejos desesperados, mortes, vidas.

No sobe e desce das marés,

Sua companheira inseparável jamais o deixa sozinho na escuridão.

A lua sempre o acompanha, para cima e para baixo,

E os namorados desenham seus sonhos com exatidão.

Desejos desesperados, mortes, vidas.

Do lado de lá, ele assiste a tudo de forma silenciosa,

Cantando sua música, empurrando o vento vagarosamente,

Acalmando as pessoas que dormem em seu dorso,

Colorindo a natureza de maneira deliciosa.

Um dia, espero tê-lo em minhas mãos,

E ouvir sua música intermitente balançar meu coração.            (reg)

Escrito por Lucélio Garcia às 10h32
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10 de Outubro


Sinto Muito

 Sinto muito

               

Sinto muito se decepcionei você;

Infelizmente não pude dar tudo de mim;

Não creio que as coisas melhorem em curto prazo;

Tentarei ser realista e olhar para o espelho de forma clara e objetiva;

Ontem vi rolar no seu rosto uma lágrima aflitiva;

Mas por pouco tempo senti esperança;

Um olhar, um acalanto você ensejou;

Isso não quer dizer que voltarei atrás;

Tampouco me deixarei levar pelo tempo que me amou;

Oxalá esteja errado, mas você acabou......

Escrito por Lucélio Garcia às 11h52
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