
Sobre o tempo
Vivemos em média cerca de 70 anos, e desde que o ser humano passou a habitar a terra, e lá se vão milhares de anos, ninguém sabe ao certo, a história sempre se repete. Tanto faz que o homem seja o da caverna ou aquele que habita os países mais avançados do globo.
Ainda não sabemos o que viemos fazer aqui, tampouco sabemos por que vivemos ou porque fomos os escolhidos para habitar o corpo em que aprendemos a reconhecer no espelho, a fazer a barba, a usar maquiage, a se vestir para uma festa, etc.
Passamos na terra por uns míseros 60, 70, 80 anos, morremos, deixamos alguma história ou não, e posteriormente somos enterrados. Lembranças são construídas através dos tempos, alguns nascem com deficiências múltiplas, outros perfeitos, contudo, todos nós temos o mesmo fim.
Não lhe parece que isso é tão simples assim? Se prestarmos bem atenção, nosso ciclo de vida é semelhante ao de um frango (que atualmente nos grandes centros urbanos vive em média aproximada de 30 a 45 dias, já que logo após isso é abatido para suprir a nossa fome). Felizmente não somos abatidos como o frango, mas sabemos que eles vivem pouco tempo, no máximo são 7 anos de vida.
Se quisermos fazer outra comparação, tomemos como exemplo a borboleta, que em alguns casos pode viver até 02 dias, outras vivem um pouco mais, chegando a viver por até 2 semanas e algumas espécies raras chegam a viver por 1 mês ou pouco mais, enfim, o que quero dizer é que tudo parece injusto, mas cercado de justiça.
No lugar onde estamos ou passamos, ou vivemos atualmente, com certeza outro ser humano já esteve presente fisicamente com outros pensamentos e preocupações.
Quero dizer que tudo deve ter um motivo. Podemos passar a questionar porque o ser humano se esforça tanto para estudar, se formar, fazer mestrado ou doutorado, para logo ir embora e não deixar sequer um rastro que o identifique. O que resta depois disso são apenas algumas fotografias ou bens materiais que logo serão utilizados por outros seres humanos.
A leitura que direciono é relativa a algo ligado ao mundo espiritual, cuja razão ainda não se sabe, e quando surge alguém com um pouco mais de mediunidade para mostrar a estrada, todos agem de forma absorta. Dificilmente será constatada a genialidade ou loucura do ser que pode estar à frente dos outros nessa área de conhecimento ou especialidade.
O tempo é estático, ele não anda, nós é que passamos por ele e nunca percebemos. Seres iluminados como Einsten, Freud, Victor Hugo, Nietzsche, Yung, Shopenhauer e outros gênios, já visualizaram esse tema com muito mais perfeição, porém, todos morreram, mas assim mesmo conseguiram deixar seu legado.
Creio que quando fomos feitos (lá dentro do nosso mais longínquo infinito), instalaram uma célula para que não pudéssemos saber mais do que fosse permitido.
Enfim, falar sobre esse assunto demanda tempo, conhecimento, reflexões, estudo e paixão, dentre outros.
Baseado nisso segue abaixo uma poesia que me foi inspirada através de uma música de Caetano Veloso.
Obs: Se quiser ler a poesia, sugiro que a leia escutando a música de Caetano nesse link: http://youtu.be/PhSpjxxC31E
Sem saber do tempo
Vou tentar fazer uma poesia
invocando o espírito do tempo.
Cada um pode criar seu tempo,
e pode ser que tenha feito algo.
Vc é muito curioso...
O tempo não tem tempo.
Estou procurando acertar,
e já é um bom começo.
É como se fosse uma oração ao tempo...
Será possível um dia ver você no meu tempo?
Que tambor você toca? Posso ver seu instrumento?
O tempo não tem tempo.
Poeira jogada ao vento,
traz pensamentos e agonias..
Traz a gloria aleluia, aleluia...
Não existe o que chamamos tempo,
nós passamos e parado ele fica.
Todo mundo nasce e prá viver leva tempo,
mas que tempo é esse que nunca finda?
Mais parece o infinito que não anda,
sempre parado como a moça linda.
Da história você sabe e entende,
mas da vida e da morte o que nos resta
é o zumbido,
ou será que já terei morrido?
Essa poesia foi inspirada na música de Caetano - Oração ao tempo